segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Vinícius de Moraes
É um poeta místico, que escrevia versos longos, de tom bíblico-romântico, de espiritualidade católica e visionária.
O novo tom, a nova linguagem, as novas formas e temas, que vinham desde Novos poemas, de 1933, intensificam-se e diversificam-se nos livros posteriores, em que se mostram tanto as formas clássicas (soneto de tradição camoniana e shakespeariana) quanto a poesia livre (em "A última elegia", os versos têm forma de serpente). O poeta sente-se à vontade para inventar palavras, muitas vezes bilíngues, ou praticar a oralidade maliciosa.
Vinicius é o compositor, letrista e cantor.
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Feito por: Camila do Vale
Cecília Meireles
Um dos maiores nomes da literatura brasileira e também da segunda geração modernista no Brasil.
Ela e Rachel de Queiroz foram as primeiras mulheres a alcançar o reconhecimento na nossa literatura.
Embora seja mais conhecida como poetisa, nos deixou também contos, crônicas, literatura infantil e folclore (chegou a ser reconhecida internacionalmente como uma grande conhecedora do assunto).
Cecília Meireles, através de suas próprias experiências de vida, procurou questionar e compreender o mundo em que vivia.Todas essas indagações, tristezas e desencantos, marcaram sua poesia, enchendo sua obra de lirismo.
Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Feito por: Ludmila Brambati
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Jorge de Lima
Jorge de Lima abriga uma colossal possibilidade de leituras que o refletem em um artista em constante mutação, que experimentou estilos diversos como o parnasiano, o regional o barroco, o religioso. Ele reflete a todas as épocas, mesmo se reportando a um tema ou uma situação específica, ao tocar em injustiças sociais que mudaram pouco desde o início da civilização e quando escreve sobre as grandes dúvidas de todos nós.
Ensinou que a poesia é a passagem do não-ser ao ser, de tal forma que o originário continue se manifestando na superfície, Jorge de Lima é o poeta por excelência, o poeta dos poetas, o poeta dos pensadores.
Pelo silêncio
Pelo silêncio que a envolveu, por essa
aparente distância inatingida,
pela disposição de seus cabelos
arremessados sobre a noite escura:
pela imobilidade que começa
a afastá-la talvez da humana vida
provocando-nos o hábito de vê-la
entre estrelas do espaço e da loucura;
pelos pequenos astros e satélites
formando nos cabelos um diadema
a iluminar o seu formoso manto,
vós que julgais extinta Mira-Celi
observai neste mapa o vivo poema
que é a vida oculta dessa eterna infanta.
Pelo silêncio que a envolveu, por essa
aparente distância inatingida,
pela disposição de seus cabelos
arremessados sobre a noite escura:
pela imobilidade que começa
a afastá-la talvez da humana vida
provocando-nos o hábito de vê-la
entre estrelas do espaço e da loucura;
pelos pequenos astros e satélites
formando nos cabelos um diadema
a iluminar o seu formoso manto,
vós que julgais extinta Mira-Celi
observai neste mapa o vivo poema
que é a vida oculta dessa eterna infanta.
Feito por Camila Rodrigues Gonçalves
Murilo Mendes
Murilo Mendes tem sua poesia surpreendente. Provoca um estranhamento devido a linguagem fragmentada, as imagens insólitas, a visão messiânica do mundo e a simbologia própria que apresenta.
Busca também destruir para reconstruir e subverter a ordem das coisas instituídas para reorganizá-las de acordo com leis próprias.
Em sua poesia futura caracterizava-se pela dilaceração do eu em conflito, a presença constante de metáforas e símbolos, a inclinação para o surrealismo e os contrastes entre abstrato e concreto, lucidez e delírio, realidade e mito.
O homem, a luta e a eternidade
Adivinho nos planos da consciência
dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos
mundo de planetas em fogo
vertigem
desequilíbrio de forças,
matéria em convulsão ardendo pra se definir.
Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades,
o mundo ainda é pequeno pra te encher.
Abala as colunas da realidade,
desperta os ritmos que estão dormindo.
À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando!
Um dia a morte devolverá meu corpo,
minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins
meus olhos verão a luz da perfeição
e não haverá mais tempo.
dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos
mundo de planetas em fogo
vertigem
desequilíbrio de forças,
matéria em convulsão ardendo pra se definir.
Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades,
o mundo ainda é pequeno pra te encher.
Abala as colunas da realidade,
desperta os ritmos que estão dormindo.
À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando!
Um dia a morte devolverá meu corpo,
minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins
meus olhos verão a luz da perfeição
e não haverá mais tempo.
Feito por Daniel Franca Bourguignon
Carlos Drummond de Andrade
Foi um grande escritor que marcou a literatura brasileira. Em suas obras, buscava o real através de indagações e negações que revelavam vazio, o nada e o desencanto. A linguagem era coloquial plena de ironia seca, sarcástica e de humor desencantado, onde o sentimento e a emoção são refreados.
NÃO DEIXE O AMOR PASSAR
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Feito por Nayara Augusta Leal de Souza
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A poesia de 30 foi influenciada por idéias católicas, e fez assim com que o grupo de escritores cariocas, Jackson de Figueiredo, Tristão de Ataíde, Murilo Mendes, Jorge de Lima e Ismael Nery, passassem a defender uma renovação do catolicismo e a criação de uma arte cristã combativa. Vinícius de Moraes e Cecília Meireles não participavam diretamente desse grupo, mas se envolveram por conta do espiritualismo que se difundia em meio às obras.
Nessa Segunda Geração do Modernismo, a poesia se destaca por apresentar obras mais maduras e demonstrar tanto uma liberdade formal que cultiva tanto os versos brancos e livres quanto as formas tradicionais.
Entre as principais características da poesia da segunda fase podemos destacar: a ironia, a reflexão sobre o destino do ser humano, a poesia lírica, o regionalismo, verso livre em paralelo a formas fixas, como o soneto.
Os temas das poesias são universais, pois os olhares estavam voltados às vivências da sociedade a respeito das crises sociais que aconteciam no mundo, das guerras, da luta pela supremacia econômica.
Assim, se destacaram nessa fase: Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.
Assim, se destacaram nessa fase: Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.
Feito por Tatiani Ferrarini
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Dia da Língua Portuguesa
Você sabia que o dia 10 de junho foi escolhido para representar o Dia da Língua Portuguesa? Essa data marca o aniversário da morte de Luís Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses.
Camões acompanhou grande parte das aventuras marítimas dos portugueses, conhecendo e escrevendo também sobre as aventuras de seus antepassados. Ele faleceu no dia 10 de junho de 1580.
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